Pé de Chumbo


Qual a Definição da Eutanásia?

“Eutanásia” significa qualquer ato cometido ou omitido com o propósito de causar ou acelerar a morte de um ser humano após o seu nascimento, com o propósito de pôr fim ao sofrimento de alguém.  A Declaração do Vaticano sobre a Eutanásia  diz:  “Entende-se que a eutanásia é um ato ou uma omissão, que por si mesmo ou por intenção, causa a morte, para que assim todo o sofrimento seja eliminado.”

Em outras palavras, a eutanásia é uma forma de matar, independentemente dos motivos de quem estiver cometendo o ato.

As principais diferenças entre a eutanásia direta e a indireta, e a morte natural têm de ser definidas de forma precisa, antes de se proceder a qualquer discussão racional dos vários “espectros” relacionadas à eutanásia.

O lobby pró-eutanásia atingiu muitos dos suas objetivos usando táticas para aterrorizar usando estórias dramáticas de pessoas com fortes dores sem nenhum alívio, “mantidas com vida através de aparelhos” com vários tubos e dispositivos ao redor delas,  interferindo na sua paz e dignidade.  Os grupos pró-eutanásia também já confundiram formadores de opiniões, não deixando claro as diferenças entre a eutanásia direta e indireta, e a morte natural.  Os defensores do aborto usaram precisamente a mesma tática ao juntarem contraceptivos, abortivos e o aborto numa só classe, como descrito na Questão 37.

Os ativistas anti-eutanásia devem estar intimamente familiarizados com as expressões relacionadas à eutanásia, ou serão confusos e ineficazes nos seus esforços para salvar vidas.

Eutanásia ativa (positiva, direta) é ação realizada com o propósito de causar ou acelerar a morte.  Essa ação pode incluir injeção letal ou overdose aplicada por um médico.  “O suicídio assistido por médico” significa que um médico ajudou uma pessoa a se matar.  Especificamente, isto quer dizer que o médico fornece a receita ou outros meios para uma pessoa se suicidar; de fato não é o médico mas a pessoa que executa a ação letal.

Eutanásia passiva (negativa, indireta) é ação negada com o propósito de causar ou acelerar a morte. Essas medidas incluem suspender ou retirar medidas não heróicas, inclusive alimento, hidratação (água), e oxigenação.  Alguns exemplos desse tipo de eutanásia são os muitos infanticídios cometidos anualmente nos EUA, com a negação de alimentos e água aos bebês deficientes recém-nascidos, que de outra maneira teriam vivido.  Outro exemplo de eutanásia passiva é a negação de alimentos e água a alguém que se encontra no estado chamado “estado vegetativo persistente”, ou a alguém cuja saúde não esteja melhorando suficientemente rápido, na opinião dos atendentes que cuidam da sua saúde.  Observe-se que o termo “indireto”, ao ser aplicado a um caso de eutanásia, tem um significado diferente daquele aplicado aos casos de “duplo efeito” do aborto e da esterilização (ver Questões 35 e 85 para uma discussão do “duplo efeito” quando aplicado ao aborto e a esterilização, e Questão 65 para informações sobre a aplicação do princípio da eutanásia e da morte natural).

Morte natural significa permitir que alguém morra no conforto e na paz, suspendendo tratamentos em excesso e heróicos que venham a causar apenas dor e o prolongamento da vida da pessoa, por pequeno espaço de tempo ou mesmo por um período insignificante.  Observe-se que, se os médicos retirassem o mesmo tratamento de alguém nas mesmas circunstâncias, cujo tempo de vida viesse a ser prolongado de modo significativo, estariam ao contrário, cometendo eutanásia passiva.  O alimento, a água e o oxigênio têm de ser fornecidos enquanto se espera a morte natural, porque esses são os direitos de todos os seres humanos.  Assim foi definido pelo Bispo Rene Gracida, “se a retirada de um procedimento com o objetivo de manter a vida, tiver como intenção evitar um peso excessivo do tratamento, para que uma morte mais rápida seja apenas um efeito colateral não intencional da decisão, não se considera como um caso de eutanásia.”¹

Eutanásia voluntária é cometida com a cooperação voluntária do interessado.

Eutanásia involuntária é cometida sem o conhecimento e/ou consentimento do interessado.

 

FLW AE ATÉ MAIS =***



Escrito por Pe de Chumbo às 09h52
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Gírias ultilizadas

Gírias utilizadas por usuários de drogas

queimar um - fumar
mocosar - esconder
caretaço - livre de qualquer efeito da maconha
sussu - sossego
rolê - volta
pifão - bebedeira
rolar - preparar um cigarro
cabeça feita - fuma antes de ir a um lugar
chapado - sob o efeito da maconha
bad trip - viagem ruim, com sofrimentos
nóia - preocupação
marofa - fumaça da maconha
tapas - tragadas
palas - sinais característicos das drogas
larica - fome química
matar a lara - matar a fome química
maricas - cachimbos artesanais
pontas - parte final da maconha não fumada
cemitério de pontas - caixinha ou recipientes plásticos usados para guardar as pontas
pilador - socador para pressionar a maconha já enrolada dentro da seda
dichavar o fumo - soltar a maconha compactada em tijolos ou seus pedaços e separar as partes que lhe dão gosto ruim
sujeira - situação perigosa
dançou - usuário que foi flagrado fumando
mocós - esconderijos de droga
"pipou uma vez, está fisgado"



Escrito por Pe de Chumbo às 10h59
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Drogas e suas consequencias


Conceitos

Droga é toda e qualquer substância, natural ou sintética que, introduzida no organismo modifica suas funções. As drogas naturais são obtidas através de determinadas plantas,de animais e de alguns minerais. Exemplo a cafeína (do café), a nicotina (presente no tabaco), o ópio (na papoula) e o THC tetrahidrocanabiol (da maconha). As drogas sintéticas são fabricadas em laboratório, exigindo para isso técnicas especiais. O termo droga, presta-se a várias interpretações, mas comumente suscita a idéia de uma substância proibida, de uso ilegal e nocivo ao indivíduo, modificando-lhe as funções, as sensações, o humor e o comportamento. As drogas estão classificadas em três categorias: as estimulantes, os depressores e os perturbadores das atividades mentais. O termo droga envolve os analgésicos, estimulantes, alucinógenos, tranquilizantes e barbitúricos, além do álcool e substâncias voláteis. As psicotrópicas, são as drogas que tem tropismo e afetam o Sistema Nervoso Central, modificando as atividades psíquicas e o comportamento. Essas drogas podem ser absorvidas de várias formas: por injeção, por inalação, via oral, injeção intravenosa ou aplicadas via retal (supositório).

Intoxicação Aguda

É uma condição transitória seguindo-se a administração de álcool ou outra substância psicoativa, resultando em perturbações no nível de consciência, cognição, percepção, afeto ou comportamento, ou outras funções ou respostas psicofisiológicas.

Síndrome de Dependência

É um conjunto de fenômenos fisiológicos, comportamentais e cognitivos, no qual o uso de uma substância ou uma classe de substâncias alcança uma prioridade muito maior para um determinado indivíduo, do que outros comportamentos que antes tinham mais valor.
Uma característica central da síndrome da dependência é o desejo (frequentemente forte e algumas vezes irresistível) de consumir drogas psicoativas as quais podem ou não terem sido prescritas por médicos.

Codependência

Codependência é uma doença emocional que foi "diagnosticada" nos Estados Unidos por volta das décadas de 70 e 80, em uma clínica para dependentes químicos, através do atendimento a seus familiares. Porém, com os avanços dos estudos das causas e dos sintomas, que são vários, chegou-se à conclusão de que esta doença atinge não apenas os familiares dos dependentes químicos, mas um grande número de pessoas, cujos comportamentos e reações perante a vida são um meio de sobrevivência.
Os codependentes são aqueles que vivem em função do(s) outro(os), fazendo destes a razão de sua felicidade e bem estar. São pessoas que têm baixa auto-estima e intenso sentimento de culpa. Vivem tentando "ajudar" outras pessoas, esquecendo, na maior parte do tempo, de viver a própria vida, entre outras atitudes de auto-anulação. O que vai caracterizar o doente é o grau de negligenciamento de sua própria vida em função do outro e de comportamentos insanos.
A codependência também pode ser fatal, causando morte por depressão, suicídio, assassinato, câncer e outros. Embora não haja nas certidões de óbito o termo codependência, muitas vezes ela é o agente desencadeante de doenças muito sérias. Mas pode-se reverter este quadro, adotando-se comportamentos mais saudáveis. Os profissionais apontam que o primeiro passo em direção à mudança é tomar consciência e aceitar o problema. 

Abstinência Narcótica

Independente de sexo ou idade, na gravidez ou não, sempre que se suspendem de forma abrupta os narcóticos, poderá eclodir numa pessoa viciada nestas drogas, uma sequência de sintomas que vão caracterizar a síndrome de abstinência narcótica.

As primeiras 4 horas de abstinência
- Ansiedade, comportamento de procura da droga

As primeiras 8 horas de abstinência
- Ansiedade, procura da droga, lacrimejamento, coriza intensa, bocejos frequentes, sudorese excessiva, adinamia, fraqueza geral

As primeiras 12 horas de abstinência

- Ansiedade, procura da droga, lacrimejamento, coriza intensa, bocejos frequentes, sudorese excessiva, adinamia, fraqueza geral, dilatação das pupilas, tremores musculares, ondas de frio, ondas de calor, ereção dos pelos cutâneos, dores ósseas, dores musculares

As primeiras 18-24 horas de abstinência
- Ansiedade, procura da droga, lacrimejamento, coriza intensa, bocejos frequentes, sudorese excessiva, adinamia, fraqueza geral, dilatação das pupilas, tremores musculares, ondas de frio, ondas de calor, ereção dos pelos cutâneos, dores ósseas, dores musculares, insônia, náusea, vômitos, muita inquietação, aumento da frequência respiratória, pulso rápido, aumento da profundidade da respiração, aumento da pressão arterial, hipertermia (febre), dor abdominal

As primeiras 24-36 horas de abstinência
- Ansiedade, procura da droga, lacrimejamento, coriza intensa, bocejos frequentes, sudorese excessiva, adinamia, fraqueza geral, dilatação das pupilas, tremores musculares, ondas de frio, ondas de calor, ereção dos pelos cutâneos, dores ósseas, dores musculares, insônia, náusea, vômitos, muita inquietação, aumento da frequência respiratória, pulso rápido, aumento da profundidade da respiração, aumento da pressão arterial, hipertermia (febre), dor abdominal, diarréia, ejaculação espontânea, perda de peso, orgasmo espontâneo, sinais de desidratação clínica, aumento dos leucócitos sanguíneos, aumento da glicose sanguínea, acidose sanguínea, distúrbio do metabolismo ácido-base

Síndrome de abstinência no recém-nascido
Costuma ocorrer após 48 horas do parto de uma gestante viciada em narcóticos com as características:
- Febre, tremor, irritabilidade, vômitos, hipertonicidade muscular, insuficiência respiratória, convulsão, choro agudíssimo, muitas vezes pode ocorrer a morte do recém-nascido



Escrito por Pe de Chumbo às 10h58
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Musica preferida


Combinação Lethal - Cada Um Cada Um

Minha mente adormece
as minhas pábebras começam a pesar
Minhas palavras são lentas
nem mesmo eu conseguia escutar
A sensação q me dava era que
nas minhas costas eu carregava todo o peso da alma
Caminhando sozinho
meus pensamentos se perdiam no ar

(Refrão)
O beck está queimando a fumaça sobe
Eu tenho a impressão de estar ouvindo vozes
Parado nessa estrada fico pensando:
Pra onde esse caminho está me levando?
O corpo flutua, a mente adormece
Levanto as mãos, faço uma prece
O beck chega ao fim, eu sento na calçada
Fui atrás de uma paraíso e não
Não encontrei nada não
Não encontrei nada não
Não encontrei nada não

O verde nasce queimando
fumaça subindo
E eu viajando no caminho
Sentei na calçada, fiquei sorrindo
Sobre coisas sem sentido
Quando me liguei (vai vendo)
a noite tinha chegado
E a loucura estava apenas (pode crer)
apenas começando

Pelo caminho eu via muita gente queimando
e lá do alto alguém consegue nos ver
E dessa vida escura consegue nos proteger
Sem que a gente ao menos consiga perceber

E nas escuras ruas 
se encontravam pessoas com os sonhos diferentes
Que no futuro se tornarão
a mais desejada realidade
Mas outros infelizmente
nunca verão seus sonhos realizados

A vida é assim, feita de sonhos
e é isso que no mantém vivos
Conscientes ou incoscientes
mas sempre correndo atrás de algo mais

(Refrão)

A minha mente anestesiada
não percebia o quanto eu gritava
Com a explosão da fogueteira que iluminava nossa vila Flávia

Enrolando um baseado com os irmãos
diretoria presente sem confusão
Flor da vila, cruseirinho 
e vai quem quer e noroeste 
eldorado canarinho times do coração
Cada um com a sua camisa
com orgulho, "né não"?
Pra finalizar
uma cerveja no Carlinho`s Bar

(Refrão)

As horas "vai" passando
o sono vai chegando
Meus olhos lentamente
vão se fechando
Tomo a última tragada
sento na calçada fui atrás de um paraíso e não
Não encontrei nada não
Não encontrei nada não

O corpo flutua, a mente adormece
Levanto as mãos, faço uma prece
O beck chega ao fim, eu sento na calçada
Fui atrás de uma paraíso e não
Não encontrei nada não
Não encontrei nada não
Não encontrei nada não



Escrito por Pe de Chumbo às 10h49
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Influencia da Musica no comportamento das pessoas

Influências da Música:

- Rebeldia e Violência

A história se repete, a violência volta a ocupar praticamente todo o espaço na mídia. A violência é fruto principalmente da rebelião do indivíduo aos valores e conceitos sociais, morais e políticos de uma sociedade. Foi a partir dos anos 50 que estes aspectos de rebeldia marcaram de maneira muito profunda toda cultura jovem não só norte-americana, mas mundial. Estes jovens viveram e cresceram dentro de uma sociedade consumista e materialista, tendo como pano de fundo, as cenas recentes ainda muito vivas e todas as consequências cruéis da 2a. Guerra Mundial. A música, em especial o rock, foi, sem dúvida, o grande meio de catalização, como linguagem única da juventude, capaz de expor e traduzir todos os seus anseios e conflitos, provocados pelas desigualdades sociais e raciais, problemas existenciais, lares desfeitos e desajustados, reflexos e seqüelas impiedosos da guerra. A música, antes da década de 50, era bifurcada em dois grandes mercados: a chamada música para brancos, produzida por grandes gravadoras para um público nacional, constituída de música erudita e romântica e a música para negros (o blues e o rhythm and blues), produzida por gravadoras menores, para um público bem menor. Por sua vez, o "country-and-western", música caipira dos brancos pobres, de natureza folclórica e origem rural, era tão marginalizada quanto à dos negros. A fusão destas tendências musicais, que veio a se chamar de rock'n'roll, de estilo contestatório, foi 'adotada' pelos jovens de classe média branca, como forma de se rebelar contra os padrões sociais estabelecidos na época, por seus pais. A indústria cultural norte-americana percebendo o emergente mercado que se abria com o rock e sua filosofia de vida, investiu pesado nos cantores brancos, uma vez que o mercado nacional relutou no início para aceitar o seu estilo agressivo, lançando Bill Halley e em seguida, Elvis Presley (nos Estados Unidos), e os Beatles ( na Inglaterra, depois de l962). O cinema, importante meio de formação de ideais e valores da época, não ficou de fora neste processo. Já havia sido lançado o filme "The wild one" (O Selvagem) em l953, com Marlon Brando, que retratava o choque entre a sociedade organizada e uma juventude "selvagem" e sem rumo. Em 1955, o cinema lançou "Rebel without a cause" (Juventude Transviada) com James (Jimmy) Dean, que tratava dos jovens "rebeldes sem causa" da época. Mas foi com o filme "Blackboard Jungle" (Sementes da Violência) também com James Dean, de l955, com a trilha "Rock around the clock" de Bill Haley, o já então hino de guerra dos jovens, que a verdadeira 'semente da violência' seria lançada, como uma verdadeira bomba no universo mental dos adolescentes. James Dean, o maior mito do cinema da época, foi 'idolatrado' e imitado por toda uma geração, como símbolo de rebeldia contra a sociedade consumista e tradicional. Logo, todos estavam usando o mesmo estilo de corte de cabelo, jaquetas de couro e jeans como uniforme. "Coincidentemente", na mesma época era lançado o livro "The Doors of Perception" (As portas da percepção) de Aldous Huxley, que prestigiou o consumo de drogas alucinógenas (daí o nome do conjunto de rock "The Doors"). Dean morreria quatro dias antes da estréia de seu filme em Nova Iorque, num desastre automobilístico, sem sequer imaginar a influência maléfica que representara à esta geração. A rebelião se tornou o tema principal das músicas, em especial do rock, e a violência a linguagem universal usada pela juventude até os dias de hoje. Definitivamente a 'semente da violência' encontrou solo fértil. As normas morais e os padrões de condutas sociais estavam rompidos, a juventude mergulhava de 'cabeça' nas bolinhas, nas bebedeiras, no LSD e suas visões cósmicas e alucinógenas, nas experiências e depravações sexuais. Podemos classificar a influência da música em 5 tópicos principais: violência, sexo, drogas, ocultismo e hedonismo. Estudaremos em primeiro lugar a violência. Um médico, ao pesquisar porque havia tanta violência nos shows de rock, descobriu que o hormônio que uma pessoa produz e que é injetado no sangue quando se zanga é o mesmo produzido quando uma pessoa ouve rock. A violência na música atingiu seu clímax com o movimento Punk que, carregado de crueldade e sadismo, é contrário a todos os princípios aceitos pela sociedade. O Punk-Rock é mais que um estilo de música, é também uma filosofia de vida, de comportamento. Seus seguidores colocam correntes, brincos e alfinetes espetados nos mais diversos locais do corpo. Foi o grupo Sex Pistols que inaugurou o punk-rock com todo tipo de insultos, agressões e obscenidades. Citaremos em seguida várias letras de músicas abrangendo o tema, pois os efeitos da música se tornam mais maléficos, quando reforçados pela mensagem da letra e influência da personalidade dos artistas. Citaremos também alguns trechos de entrevistas e declarações contendo referências à violência e rebeldia na música popular em geral, dadas por pessoas que, de alguma forma estão envolvidas no mundo da música (várias delas já falecidas).



Escrito por Pe de Chumbo às 10h43
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Linguagens e tecnologia

A linguagem é o estruturante da vida em sociedade. Na era das altas tecnologias,ela não é apenas um fator a mais dentro do complexo de variáveis que recompõem nosso universo da sociabilidade: é um componente central.

A linguagem, por isso, pode ser acionada para fins totalitários, como na experiência do nacional-socialismo e a imposição lingüística do Führer e seus asseclas e em 1984 de George Orwell, mas, da mesma maneira, por força de suas enormes potencialidades, para fins democratizantes.

O que observamos hoje, em todo o planeta, está longe do quadro terrorista testemunhado pelas gerações precedentes na Europa, na Ásia e em outros locais de expressa violação dos direitos mínimos dos cidadãos, em que o poder totalitário barbarizou a civilização ocidental. Tampouco podemos dizer que o quadro atual, com a chamada "globalização", o enredamento de todo o mundo por sistemas múltiplos de comunicação informatizada e sistemas de processamento e transmissão de dados, seja o supra sumo da democracia. As coisas mudam mas permanecem iguais.

Digamos que o atual sistema informacional planetário instaurou um novo cógido, um novo regime de comunicações, uma segregação branca, através da qual o planeta permanece desigual, desumano e estimulador de conflitos e violência generalizada mas a cena terrorista desaparece. Como se os decisores, mal-sucedidos com as formas ostensivamente mal-vistas de opressão, tivessem optado por um branqueamento, por uma "purificação" das formas de domínio, de tal sorte que as populações, ignorando a presença visual do terror, o desacreditassem de vez. Mais uma vez, domínio da imagem, precedência da linguagem sobre o ato.

Este workshop interessou-se pela questão da linguagem. A que novos labirintos ou mesmo becos-sem-saída estariam nos conduzindo as novas formas de reducionismo lingüístico promovido pelo sistemas eletrônicos? Trata-se da "iconocracia extensiva, excessiva, totalitária e esvaziada" (E. Trivinho), tipo de info-semiose que enquadra práticas e ações, atuando como equivalente geral da sociedade, e que está na fronteira para o capitalismo informatizado. Não obstante, carrega em si também a "senha de acesso" para o novo mundo, separando incluídos de excluídos.

O "fechamento do universo da locução", como dizia há 30 anos Herbert Marcuse, é o traço possivelmente mais atual dessa informatização da linguagem social provocando os "esvaziamentos" lingüísticos. Mais ainda: as máquinas operam com linguagens, que, por sua vez, impõem-se em nosso cotidiano, de certa forma, nos adaptando a elas. Este efeito bumerangue das tecnologias supõe, contudo, possibilidades criativas. É aqui que se intala a poiesis, de que tratou também este workshop. O termo grego evoca a criação, formação ou produção de algo, de onde derivou a palavra poesia. Conforme nosso convidado, Eugenio Coseriu disse que a linguagem funcional é uma redução drástica da grande linguagem, que é a poética. Poética, assim, como amplitude lingüística, o universo ilimitado de possibilidades, o grande reduto das escolhas probabilísticas da língua. Se a linguagem eletrônico-mediática (que ele chama de "funcional") reduz, caberia aos agentes re-ampliá-la, fazendo uso da criatividade, da produção "poética", isto é, da poiesis. Para isso, caberia um "olhar semiótico" ao mundo circundante, captando no movimento contínuo, na velocidade icônica, no transcurso acelerado de todos os tipos de sensação, um observar próprio, uma parada "clínica", um debruçar-se sobre a coisa que permitiria a emanação do original. Esta seria a "resistência" à uniformização, recurso à mão de qualquer um que esteja sensibilizado diante do mundo e não deseja vê-lo passar, sem mais.

Entretanto, como na práxis psiquiátrica, uma relevação pode ser incômoda. Toda operação lingüística e toda desconstrução semiótica, diz Izidoro Blickstein, é incômoda e dolorosa. Desmontar e remontar, ler o que não está expresso, destilar sentidos e informações de linguagens cotidianas é um ato criativo e capaz de resgatar a polifonia, o diverso, o inusitado. Esta seria a chance do homem da era informática, buscando rupturas onde há fusões, o novo onde só aparecem repetições, o criativo onde o que se vê é apenas o imitativo. Seria um sinal da sua "desobediência" ao sistema, uma revolta à imperiosidade maquínica e lingüística com sua tendência padronizadora sobre seres que, consciente ou inconscientemente, incorporam a estratégia maliciosa presente em todas as coisas.



Escrito por Pe de Chumbo às 08h27
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